27 profissionais vinculados à Secretaria Municipal de Saúde da cidade do Rio de Janeiro participaram de uma capacitação sobre o enfrentamento ao trabalho análogo à escravidão nesta quinta-feira (26), na sede da Cáritas RJ.
O evento, organizado pelo Projeto Ação Integrada em parceria com a Coordenadoria Geral de Atenção Primária 1.0, reuniu assistentes sociais, psicólogos, fisioterapeutas, agentes comunitários de saúde, educadores físicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem em um ambiente de debates e trocas de conhecimentos acerca da saúde do trabalhador e do combate ao trabalho escravo e precarizado.
A assistente social Vanessa Ceccatto e a psicóloga social Juliana Lugarinho conduziram a atividade com o objetivo de sensibilizar os profissionais de saúde para a identificação dos sinais de uma situação de trabalho análogo à escravidão e para o encaminhamento de denúncias aos canais recomendados. Durante a atividade, as especialistas apontaram que o diálogo interinstitucional pode ser fundamental para a identificação de novos casos de violações.
“O diálogo com a Saúde é importante, pois a proximidade dos profissionais da ponta com o território pode ser muito potente no reconhecimento dos casos de trabalho precarizado ou análogo ao de escravo. Os Agentes Comunitários de Saúde, por exemplo, têm acesso às casas das pessoas, o que pode propiciar a observação de situações que não chegariam nas unidades de saúde. E um profissional de saúde com um olhar mais atento e sensível pode reconhecer situações de exploração e violações de direitos humanos, e possibilitar que esses sujeitos acessem políticas de garantia de direitos e de cidadania”, afirma a psicóloga.
Durante a manhã, a oficina abordou discussões relativas às violações trabalhistas e de direitos humanos nos ambientes laborais, com foco na apresentação do conceito de trabalho análogo à escravidão e de tráfico de pessoas segundo a lei brasileira.




